O ESG vem se tornando uma pauta cada vez mais importante para o turismo. Mais do que uma tendência corporativa, o tema envolve práticas ambientais, sociais e que influenciam destinos, empresas, agências e viajantes. No setor de viagens, pensar em ESG significa olhar para impactos, escolhas mais responsáveis e formas de tornar a operação turística mais consciente e sustentável.

O turismo movimenta pessoas, economias, culturas e destinos. Ao mesmo tempo,também gera impactos ambientais, sociais e operacionais que precisam ser considerados por empresas do setor.Nesse cenário, o ESG ganha relevância. A sigla, que representa aspectos ambientais,sociais e de governança, ajuda empresas a repensarem suas práticas e seu papel dentro da sociedade.
• Ambiental: práticas ligadas à redução de impactos ambientais, uso conscientede recursos, emissões, resíduos e preservação de destinos.
• Social: relação com pessoas, comunidades, colaboradores, clientes e inclusão.
• Governança: transparência, ética, gestão de riscos, conformidade e responsabilidade nas decisões. No turismo, esses pilares ajudam empresas a pensar além da venda de viagens,considerando também os efeitos da atividade turística no destino, no viajante e de fornecedores.
O pilar ambiental é um dos mais lembrados quando se fala em ESG no turismo. Ele pode aparecer em escolhas relacionadas a hospedagens, transporte, roteiros,experiências locais e preservação de destinos.
Alguns exemplos incluem:
• incentivo a práticas de turismo responsável;
• valorização de fornecedores com boas práticas ambientais;
• redução de desperdícios;
• apoio a experiências locais;
• atenção ao impacto em destinos sensíveis;
• orientação ao viajante sobre escolhas mais conscientes.
Esse cuidado contribui para preservar destinos e fortalecer uma relação mais equilibrada entre turismo e meio ambiente.
O turismo também tem forte impacto social. Ele gera empregos, movimenta comunidades e aproxima culturas. Por isso, o ESG também envolve a forma como empresas do setor se relacionam com pessoas.
Isso inclui atenção a:
• comunidades locais;
• acessibilidade;
• diversidade e inclusão;
• segurança do viajante;
• valorização de profissionais do turismo;
• relações mais justas com fornecedores;
• experiências que respeitam a cultura local.
Quando o turismo considera o aspecto social, ele deixa de ser apenas deslocamento e passa a contribuir para experiências mais respeitosas e positivas.
A governança é essencial para empresas que querem crescer com mais estrutura. No turismo, ela está ligada à transparência, organização, segurança, gestão de riscos e cumprimento de regras.
Boas práticas de governança ajudam empresas a ter mais controle sobre processos,fornecedores, pagamentos, dados e responsabilidades.
No dia a dia, isso pode envolver:
• políticas internas claras;
• processos mais organizados;
• segurança de dados;
• gestão de riscos;
• conformidade regulatória;
• transparência nas informações;
• relação ética com clientes e parceiros.
Esse pilar fortalece a confiança entre empresas, viajantes e toda a cadeia do turismo.
O ESG no turismo mostra que o setor precisa olhar para o futuro com mais responsabilidade. Sustentabilidade, cuidado com pessoas e boa governança não são temas isolados, mas partes importantes de uma operação mais consciente.
Para agências, operadoras, empresas e destinos, adotar essa visão ajuda a construirrelações mais transparentes, fortalecer a confiança do viajante e reduzir impactos negativos.
Mais do que uma tendência, o ESG representa uma forma de pensar o turismo de maneira mais equilibrada, responsável e preparada para os novos desafios do mercado.